O (não) jogo Brasil e Argentina e os valores que ensinamos a nossos filh@s!

Assistimos, com certo estarrecimento, o evento que ocorreu no domingo, 6 de setembro de 2021, com repercussão internacional.


O que isso tem a ver com esporte? E com educação e valores?


Quando uma criança aprende um esporte – e esses atletas começaram a treinar muito cedo, certamente –, o que ela está de fato aprendendo?


Muitas habilidades! Desde a coordenação motora, como também as relacionadas aos sistemas musculoesquelético, cardiovascular e as relativas a inteligência espaço-temporal, lógica. Não é incrível como um lateral esquerdo consegue lançar uma bola a mais de 20 metros de distância para um atacante marcado que está correndo em direção ao gol adversário? Ou então, deslocar o goleiro numa cobrança de pênalti? Ou ainda fazer uma cortada no vôlei, que atinge de raspão o mindinho dos bloqueadores?

Quanto treino para conseguir isso tudo e tantas outras jogadas, não é? Muita resiliência, resolução de problemas, disciplina, concentração, criatividade, treino.


Mas tem mais! É necessário que o esportista conheça e pratique as habilidades do fair play, do respeito às regras, à sociedade, ao outro. Enfim, valores!


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Falar sobre valores é identificar o que é mais importante para cada um de nós. É investigar por que fazemos o que fazemos. É perceber, no comportamento do outro, que valores ele considera mais importante.


Um jogador de futebol ou de qualquer outro esporte precisa estar consciente de que o que queremos ver como expectadores não são apenas os gols, dribles artísticos, ou a vitória a qualquer preço.


Sim, os meios importam! Muito mais que os fins!


No caso do (não) jogo, temos alguns valores para ponderar: de um lado, o respeito às regras jurídicas sanitárias de uma nação e, de outro lado, a garantia da vaga em algum campeonato mundial. Ou, ainda, quiçá, a manutenção da rivalidade futebolística entre dois países. Há inúmeros outros valores implícitos: saúde, vida, dinheiro, fama...


Crianças precisam aprender a respeitar limites. Isso é muito importante para a formação humana.


A partir do momento que a criança se torna adulta e independente, ela deixa de ter limites impostos por alguém. Mas já tem maturidade suficiente para se responsabilizar por suas escolhas.


E há uma responsabilidade que vai além da responsabilidade jurídica, privada (entre particulares) e pública (entre a pessoa e a sociedade representada pelo Estado), que normalmente é julgada por um juiz. Trata-se da ética e da moral, cujos julgadores somos tod@s nós.


Está aí um bom tema para conversar com noss@s filh@s!

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